terça-feira, 10 de agosto de 2010
CIDADANIA E SEGURANÇA
segunda-feira, 5 de julho de 2010
ESTRUTURAÇÃO DO SISTEMA DE INTELIGÊNCIA POLICIAL DO MA
Em primeiro lugar se investiu na matéria humana, com a capacitação de 50% dos agentes que atuam nas áreas de Inteligência. Em seguida começou-se a colher os frutos dessa nova gestão, com a Implantação do Sistema Guardião um softwear de grampos telefônicos doado pela Polícia Federal, que tem a capacidade de interceptar centenas telefonemas ao mesmo tempo, que foi entregue as forças policiais do Maranhão após uma avaliação do trabalho desenvolvido pela Sesec.
Outro diferencial do sistema de inteligência do governo Jackson Lago foi à implantação do Sistema Integrado de Gestão Operacional (SIGO), um programa de computação que liga os diversos bancos de dados e informações criminais do Estado. Este programa permite obter toda a ficha, discriminação, características de prováveis suspeitos que já cometeram crimes (tatuagens, cor de pele, condenações, etc), além disso, ele também tem uma delegacia virtual que permite que a sociedade faça boletins de ocorrências de crimes de pequena monta via internet, alias o sistema é ágil e rápido, pois ele funciona via internet, ou seja, todos os policiais poderão acioná-lo da a onde estiverem.
Porém para esse sistema, já utilizados em alguns Estados, funcionar era necessário que as delegacias estivessem informatizadas, o que não ocorria, como forma de solucionar este problema o governo Jackson Lago adquiriu mais de 500 computadores e informatizou e interligou todas as delegacias do Maranhão. Permitindo assim uma resposta à criminalidade, individualizando membros de quadrilhas organizadas ou não, monitorando e antecipando suas ações criminosas, localizando foragidos, prevendo cenários para o controle de questões sensíveis à manutenção da ordem pública (a exemplo, manifestações e protestos violentos), bem como atividades ilícitas encobertas, incluindo como o tráfico de drogas e outras modalidades do crime organizado local, estadual ou interestadual.
Mas o Governo Jackson Lago no campo da segurança, interessado em adequar e permitir todas as condições para a realização do trabalho de inteligência policial, foi além, e ainda cadastrou em tempo recorde com a ajuda da Forca Nacional de Segurança todos os prisioneiros do Estado no Infopen gestão da Senasp. Também cadastrou os policiais maranhenses no Infoseg que disponibiliza informações por meio da internet. A Rede Infoseg permite a integração das bases de dados dos órgãos de segurança pública, justiça e fiscalização nas esferas federal, estadual e municipal de forma rápida e confiável. Os usuários têm acesso às informações nacionais de veículos (Renavan) e condutores (CNH), armas, CPF, CNPJ, processos e inquéritos, entre outras. E ainda implantou o Disque-Denuncia trazido do Rio de Janeiro que fica localizado na sede da Secretaria de Segurança Publica
Por fim o Maranhão no governo Jackson, através da Secretaria de Segurança Cidadã (Sesec) foi um dos Estados pioneiros a firmar convênio de cooperação técnica com o Ministério da Justiça/DPF (Departamento de Polícia Federal), para integrar o Centro Integrado de Inteligência de Segurança Cidadã ao CINTEPOL (Centro Integrado de Inteligência Policial Análise e Estratégia) o que possibilitou a troca de informações entre a esfera federal com a estadual qualificando o serviço de análise criminal da Policia e o banco de dados de informações no Maranhão.
Todas essas mudanças representaram um verdadeiro choque de administração, porque passou a haver comprometimento, qualificação e condições para que pudesse ser realizado um trabalho correto. Os resultados ficaram claros com a diminuição dos assaltos a bancos na capital e no interior, com a prisão de fugitivos, a dissolução de quadrilhas e o fornecimento de informações para a Polícia Federal.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
PARA QUE O MARANHÃO FOSSE UM TERRITÓRIO DE PAZ

quinta-feira, 13 de maio de 2010
CONSELHO DE SEGURANÇA CIDADÃ PROMOVEU A PARTICIPAÇÃO POPULAR
NÚMERO DE CONSELHEIROS POR NÚCLEOS | |||
CISEC | Núcleos | Conselheiros | Total |
SUL | 16º DP | 17 | 77 |
5º DP | 21 | ||
10º DP | 21 | ||
11º DP | 19 | ||
NORTE | 4º DP | 17 | 109 |
6º DP | 14 | ||
7º DP | 21 | ||
9º DP | 17 | ||
13º DP | 23 | ||
14º DP | 17 | ||
OESTE | 1º DP | 14 | 62 |
2º DP | 18 | ||
3º DP | 15 | ||
8º DP | 15 | ||
ÁREA LESTE | 12º DP | 21 | 166 |
18º DP | 21 | ||
19º DP | 21 | ||
DEM | 20 | ||
DECOP | 22 | ||
DEL RAPOSA | 17 | ||
DEL SÃO JOSÉ DE RIBAMAR | 22 | ||
DEL DE PAÇO DO LUMIAR | 22 | ||
TOTAL GERAL DE CONSELHEIROS | 415 | ||

domingo, 2 de maio de 2010
DEDO NA FERIDA
Em boa hora
o ex-governador José Serra anunciou a ideia de criar um Ministério da Segurança Pública, voltado para o enfrentamento do crime e a reorganização do sistema de segurança no Brasil. Esse é um dos temas centrais para a agenda do país e o seu desenho institucional precisa ser colocado em discussão com seriedade e serenidade.
Tenho dito que a segurança tem sido o ponto cego das políticas públicas, por uma herança torta que fez com que o pensamento de esquerda associasse o tema à repressão política e o de direita à repressão criminal. Por conta disso a polícia raramente é tratada como uma instituição vital para a democracia e a segurança pública não mereceu a valorização, como no caso da saúde e educação, de formular sistemas integrados de gestão. Houve avanços, desde a criação do Programa Nacional de Segurança Pública, no governo Fernando Henrique, mais tarde ampliado pelo Pronasci, no governo Lula. Mas a indispensável participação da sociedade civil, na implementação, monitoramento e avaliação dos programas não se deu com a mesma intensidade com que vimos na saúde, educação ou meio ambiente, justamente as áreas onde a presença de ongs estimulou o debate e pressionou por avanços institucionais.
Aqui no Maranhão o assunto se presta a bravatas e exploração política, com a irresponsável cumplicidade de uma parte da mídia que explora o medo crescente da população. E esse medo deriva de uma percepção que é corroborada pelos números oficiais do crescimento da insegurança. Segundo o Mapa da Violência 2010, uma publicação reconhecida internacionalmente e que vem coletando dados desde 1998, o Nordeste viu, nos últimos dez anos, um incremento de 76,5% no número de homicídios, considerando a relação de vítimas para cada cem mil habitantes. O Estado que mais contribuiu para esse crescimento foi justamente o Maranhão, com 241,3% de aumento. Foi, infelizmente, o pior índice do Brasil. E qual o melhor? Justamente São Paulo, do governador Serra, que diminuiu em 50,3% os índices, graças a continuadas e responsáveis políticas públicas.
Naturalmente o crime organizado vem migrando para estados do Norte/Nordeste graças a fragilidade institucional. Somos, no Maranhão, a unidade da Federação que guarda a pior relação de habitantes por policial militar. São quase 800 habitantes por policial, quando a ONU recomenda que esse número seja de 250. E quando o estado formulou um embrião de política cidadã, aumentando o efetivo policial, construindo presídios, investindo em qualificação, foi atacado pelo mais rasteiro terrorismo midiático leviano e criminoso.
Mais grave, o atual governo voltou a clonar a requentada filosofia da repressão armada, desta feita sustentada pelo delírio mítico de um Maranhão bucólico onde, segundo a governadora, vamos todos poder arrancar as grades de nossas casas pois os bandidos serão escorraçados da nossa terra.
Essa é a filosofia predominante por aqui. Uma nostalgia de poder irrestrito, embalada por uma sociedade pastoril, pacífica e agradecida pelos esmeros com que a Casa Grande cuida da Senzala, entorpecida pela cantilena de uma mídia que vende ilusões.
O assunto é grave e o ex-governador José Serra pôs o dedo na ferida que nem todo o arsenal de marketing publicitário será capaz de ocultar do sofrido povo maranhense.
O deputado federal Roberto Rocha escreve para o Jornal Pequeno aos domingos.contato@robertorocha.com.br
Caros leitores, aproveitamos a oportunidade de postar mais este artigo do Presidente estadual do PSDB no Maranhão e Deputado Federal Roberto Rocha publicado no Jornal Pequeno este Domingo, o artigo aborda um tema polêmico, faz uma análise lúcida da política pública de segurança, destaca as origens do modelo que assegurou avanços no Brasil, dos perigos da exploração política da violência, da indispensável participação da sociedade civil e trata do embrião da política de segurança cidadã implantada pelo Governo Jackson Lago e que foi interrompido junto com ele. Agora pedimos que vocês avaliem se este é o caminho para a redução da violência, se a participação da sociedade civil é importante para a redução da violência, quais são os melhores meios para se combater e prevenir a violência, quem poderia colaborar (empresários, associações, clubes, órgãos, igrejas, Justiça, Ministério Público, escolas, etc.) e como poderiam fazer isto para que tenhamos a tão sonhada paz social.
sábado, 1 de maio de 2010
SEGURANÇA: CRIAÇÃO DA PRIMEIRA SECRETARIA DE SEGURANÇA CIDADÃ DO PAÍS
O Governo Jackson Lago, promoveu uma verdadeira revolução na política de segurança pública, criando a primeira Secretaria de Segurança Cidadã, foi também a primeira Secretaria de Segurança do País a ter uma mulher à frente da pasta, uma técnica especialista em segurança, a Dra. Eurídice Vidigal. Incluiu o Maranhão no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania - PRONASCI, diga-se de passagem que o Estado não se adequava aos pré-requisitos do programa por não estar entre Estados com maiores índices de criminalidade do pais, a adesão deu-se pela implantação do modelo de gestão que era recomendado pelo Governo Federal .
A Segurança Cidadã, modelo que foi aplicado no Maranhão, defende a formação para o exercício da cidadania, a cultura da paz, a integração e participação ativa da comunidade, a descentralização das decisões, ações locais, a municipalização, a criação de espaços urbanos seguros, o modelo é referência na América Latina, o Chile e Colômbia são os países com mais avanços na área, desta forma que Bogotá, Capital da Colômbia, entre os anos de 1994 e 2003 conseguiu reduzir as taxas de homicídio simples em mais de 70%, as mortes por acidente de trânsito em 65% e os demais delitos em mais de 35%. O Governo Federal adotou o modelo como referência, a Dra Eurídice Vidigal fez parte da equipe de técnicos responsável por trazê-lo para o País, atualmente vários Estados já estão avançados em sua implantação, são os casos de São Paulo e Rio de Janeiro, vale ressaltar que para a adesão ao PRONASCI é obrigatória a adequação a este formato.
texto atualizado em 2/05/2010 às 15:40h
