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terça-feira, 10 de agosto de 2010

CIDADANIA E SEGURANÇA

Por Victor Asselin (Artigo publicado no Jornal Pequeno do dia 10/08/2010)

No país, e em particular, no Maranhão, a violência e a criminalidade devem ou deveriam ser consideradas como prioritários nas agendas governamentais. No estado do Maranhão, o fato inovador, durante os dois anos do governo Jackson Lago através da então secretária Eurídice Vidigal tem sido o interesse e a decisão de formular uma política de segurança fundamentada na CIDADANIA. Isto significava ter como foco a prevenção da violência e a promoção de convivência social segura e pacífica, com respeito aos direitos humanos. Assim sendo, a segurança chamada de "segurança cidadã" vinha qualificar a segurança pública. Ela, longe de uma concepção repressiva, inclui o respeito às regras da democracia e do Estado de Direito e a participação da sociedade civil. Era a proposta de um novo modelo de segurança a construir, único modelo que possa dar resposta à onda de violência que invade o mundo inteiro

O governo do Maranhão tinha sido brindado pelo governo federal, graças à luta da titular Eurídice Vidigal, com a proposta de criar uma experiência que, com o tempo, poderia se tornar um modelo de combate à violência. Violência controlada não pela repressão, mas pela educação, a cidadania e a participação responsável de toda a sociedade com os órgãos oficiais de segurança pública.

A Segurança Cidadã adquiriu uma grande importância com o lançamento do Programa Nacional de Segurança Pública - Pronasci - realizado com a cooperação da ONU. A Secretaria de Segurança Cidadã do Estado do Maranhão já estava executando programas e projetos de políticas de prevenção do crime e da violência articulados com atividades sociais que priorizavam as ações preventivas sem, contudo, abrir mão das estratégias de controle e de repressão.

Era preciso desafiar a situação de insegurança social vigente, desenvolvendo um processo de transformação social, no qual a concepção de segurança seria entendida com um bem público. Era preciso então desconstruir o conceito de segurança como defesa da nação e de seus valores para construir uma nova ordem democrática diretamente relacionada com o respeito à vida e à dignidade nas suas dimensões econômicas, sociais e culturais objetivando a melhoria da qualidade de vida.

A primeira estratégia definida pelo então governo Jackson Lago foi a criação e a estruturação do Conselho Estadual de Segurança Cidadã através de núcleos de bairros, compreendidos "como unidades de apoio e consulta às políticas estaduais de Segurança Cidadã, nas relações com a comunidade para a solução integrada dos problemas de segurança pública". Eram espaços de correlação de forças entre o poder público e a sociedade civil, de caráter permanente com a função de deliberar e controlar a política de segurança cidadã visando à redução da violência. Até o dia da cassação do governador Jackson Lago já tinham sido criados 22 núcleos na área metropolitana e 13 no interior do Estado com uma representação de mais de 600 conselheiros que já tinham participação uma formação adequada para colaborar com a segurança no Estado. Também tinha sido criado um quadro de especialistas em educação popular para acompanhar, por um período de12 meses, os núcleos. Enfim, mais de 50 projetos tinham sido aprovados para aplicar de fato a prática da segurança fundamentada na cidadania.

* A implementação das atividades de instalação dos núcleos do Conselho Estadual de Segurança Cidadã, na cidade de São Luís e no território estadual devia considerar os pontos seguintes:

* Rever a busca do Bem Comum a partir dos direitos garantidos na Constituição de 1988, pois alguns direitos já estão afirmados mas outros ainda estão para ser conquistados.

* Convencer-se de que os gestores da política de segurança seriam o Conselho e a Conferência, do qual já fazem parte os representantes governamentais e civis. O secretário de Estado ou o coletivo de seus diretores seriam os executores de uma política decidida no Conselho de Segurança Cidadã ou na Conferência. Os conselheiros governamentais e civis seriam co-gestores do sistema de segurança cidadã.

* Desconstuir o conceito que identifica o Estado com governo e o governo com Estado. Em efeito, nesta perspectiva de trabalho, a sociedade civil também é o Estado. Nas ações a serem desenvolvidas deveria se aprofundar a função estatal do governo e a função estatal da sociedade civil.

* Entender a participação como um processo de vivência que desenvolve uma consciência gerando novos valores e uma nova cultura política. Esta participação é aquela que produz mudanças, altera o status quo. Produz a transformação social. É o exercício do poder de definir os objetivos e os meios de toda a atuação. É a aprendizagem do poder. É tornar-se dono do próprio destino e não o entregar a nenhum "salvador da pátria".

* Resgatar a representatividade no sentido das relações das lideranças comunitárias com as suas bases.

* Fortalecer a formação técnica e política dos representantes da sociedade civil. Ser co-gestor exige conhecimentos mais aprofundados de questões sobre a legislação, a dinâmica das políticas da área e lidar com planejamento e gestão.

Infelizmente este projeto foi interrompido. Há possibilidade de reconquistar um espaço para e realização deste projeto? A resposta pertence ao POVO, pois O POVO É MAIOR.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ESTRUTURAÇÃO DO SISTEMA DE INTELIGÊNCIA POLICIAL DO MA

A Secretaria de Segurança Cidadã estruturou toda a área de inteligência policial no Governo Jackson Lago. O que antes era um órgão isolado de informações, sem profissionais qualificados, com um banco de dados carente e desentrosada com a esfera federal, foi reformulado e passou a ser pioneiro no Brasil em algumas ações de cooperação técnica com a Secretaria Nacional de Segurança Publica (Senasp).

Em primeiro lugar se investiu na matéria humana, com a capacitação de 50% dos agentes que atuam nas áreas de Inteligência. Em seguida começou-se a colher os frutos dessa nova gestão, com a Implantação do Sistema Guardião um softwear de grampos telefônicos doado pela Polícia Federal, que tem a capacidade de interceptar centenas telefonemas ao mesmo tempo, que foi entregue as forças policiais do Maranhão após uma avaliação do trabalho desenvolvido pela Sesec.

Outro diferencial do sistema de inteligência do governo Jackson Lago foi à implantação do Sistema Integrado de Gestão Operacional (SIGO), um programa de computação que liga os diversos bancos de dados e informações criminais do Estado. Este programa permite obter toda a ficha, discriminação, características de prováveis suspeitos que já cometeram crimes (tatuagens, cor de pele, condenações, etc), além disso, ele também tem uma delegacia virtual que permite que a sociedade faça boletins de ocorrências de crimes de pequena monta via internet, alias o sistema é ágil e rápido, pois ele funciona via internet, ou seja, todos os policiais poderão acioná-lo da a onde estiverem.

Porém para esse sistema, já utilizados em alguns Estados, funcionar era necessário que as delegacias estivessem informatizadas, o que não ocorria, como forma de solucionar este problema o governo Jackson Lago adquiriu mais de 500 computadores e informatizou e interligou todas as delegacias do Maranhão. Permitindo assim uma resposta à criminalidade, individualizando membros de quadrilhas organizadas ou não, monitorando e antecipando suas ações criminosas, localizando foragidos, prevendo cenários para o controle de questões sensíveis à manutenção da ordem pública (a exemplo, manifestações e protestos violentos), bem como atividades ilícitas encobertas, incluindo como o tráfico de drogas e outras modalidades do crime organizado local, estadual ou interestadual.

Mas o Governo Jackson Lago no campo da segurança, interessado em adequar e permitir todas as condições para a realização do trabalho de inteligência policial, foi além, e ainda cadastrou em tempo recorde com a ajuda da Forca Nacional de Segurança todos os prisioneiros do Estado no Infopen gestão da Senasp. Também cadastrou os policiais maranhenses no Infoseg que disponibiliza informações por meio da internet. A Rede Infoseg permite a integração das bases de dados dos órgãos de segurança pública, justiça e fiscalização nas esferas federal, estadual e municipal de forma rápida e confiável. Os usuários têm acesso às informações nacionais de veículos (Renavan) e condutores (CNH), armas, CPF, CNPJ, processos e inquéritos, entre outras. E ainda implantou o Disque-Denuncia trazido do Rio de Janeiro que fica localizado na sede da Secretaria de Segurança Publica

Por fim o Maranhão no governo Jackson, através da Secretaria de Segurança Cidadã (Sesec) foi um dos Estados pioneiros a firmar convênio de cooperação técnica com o Ministério da Justiça/DPF (Departamento de Polícia Federal), para integrar o Centro Integrado de Inteligência de Segurança Cidadã ao CINTEPOL (Centro Integrado de Inteligência Policial Análise e Estratégia) o que possibilitou a troca de informações entre a esfera federal com a estadual qualificando o serviço de análise criminal da Policia e o banco de dados de informações no Maranhão.

Todas essas mudanças representaram um verdadeiro choque de administração, porque passou a haver comprometimento, qualificação e condições para que pudesse ser realizado um trabalho correto. Os resultados ficaram claros com a diminuição dos assaltos a bancos na capital e no interior, com a prisão de fugitivos, a dissolução de quadrilhas e o fornecimento de informações para a Polícia Federal.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

PARA QUE O MARANHÃO FOSSE UM TERRITÓRIO DE PAZ

Em janeiro de 2007, o então Governador Jackson Lago criou a primeira Secretaria de Segurança Cidadã do país, ato que no futuro foi decisivo para participação do Maranhão no Pronasci, que foi lançado pelo Governo Federal em julho do mesmo ano. Os Estados que participariam do Pronasci eram os onze com os maiores índices de homicídios, o Maranhão por este requisito não teria sido contemplado. A adesão do Maranhão ao Pronasci se deu pelo alinhamento do Estado com a política de segurança adotada pelo Governo Federal. Mas o requisito para a liberação dos recursos do Pronasci para projetos provenientes de convênios com o Ministério da Justiça, era a criação de Conselhos de Segurança Cidadã e a clareza e transparência dos dados estatísticos do Estado.
Com este objetivo, o Governo Jackson Lago criou 35 núcleos do Conselho de Segurança Cidadã, sendo 22 na Região Metropolitana (São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar) e mais 13, nos municípios de Vargem Grande(1), Buriti de Inácia Vaz(1), Caxias(3), Timon(3), Coelho Neto(1), Chapadinha(1), São Bernardo(1), Tutóia(1) e Araioses(1). A meta era a criação de 70 núcleos em 50 municípios do interior do Estado, até novembro de 2009. Realizou uma grande revolução na área de Inteligência Policial e Estatísticas da Criminalidade, criou um Centro de Inteligência policial, investiu na qualificação dos profissionais de segurança, aumentou os efetivos do corpo de bombeiros, das policias militar e civil, que foram formados de acordo com as novas diretrizes da matriz curricular nacional, adquiriu viaturas e firmou convênio para aquisição de um helicóptero para o GTA (com previsão de entrega em 2010). Entregou armamento letal e não-letal. Realizou obras e reformas em delegacias, unidades prisionais e na Academia de Policia.
Como resultado dos esforços, foram aprovados 50 projetos de prevenção e repressão qualificada da violência e da criminalidade. Um aumento de 5 para 50 convênios celebrados com o Governo Federal.Os projetos aprovados estavam iniciando a fase de execução e outros finalizando o processo licitatório. Projetos que seriam executados pelo Conselho com acompanhamento de uma equipe técnica.
A nova etapa do Pronasci - Programa Nacional de Segurança com Cidadania, seguindo a trilha da mudança da relação entre a polícia e a comunidade, onde os policiais estão sendo qualificados para utilizar não só armas, mas também a lidar com a comunidade de forma educada e respeitosa.
Entre as ações de prevenção e combate a violência e criminalidade previstas nos Territórios da Paz estão atividades de Formação profissional, esporte e lazer para jovens. Mulheres são qualificadas para serem protagonistas atuando na prevenção de conflitos nas comunidades.
Estados contemplados
Os Territórios da Paz já foram implantados nos Estados do Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espirito Santo, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul. A previsão é de que o Maranhão teria se tornado um Território da Paz ainda no 1º semestre de 2009.


quinta-feira, 13 de maio de 2010

CONSELHO DE SEGURANÇA CIDADÃ PROMOVEU A PARTICIPAÇÃO POPULAR







O Governo Jackson Lago implantou a política de participação popular na área da segurança, para tanto em 2008 criou o Conselho de Segurança Cidadã - COSEC com a competência de exercer o Controle Social na Política Pública de Segurança, ele foi legitimado através da Portaria n° 628/2008, publicada no Diário Oficial do Estado em 28/10/2008, o projeto contou com a Consultoria do Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento - PNUD, sendo Coordenado por um de seus consultores, o Pe Victor Asselin .
Antes do Conselho de Segurança Cidadã-COSEC existiam Conselhos Comunitários de Segurança, que eram entidades privadas, compostos apenas por membros da sociedade civil, eram consultivos, ou seja, apenas sugeriam ações. Com a criação do Conselho de Segurança Cidadã - COSEC e seus núcleos, estes foram institucionalizados, incluíram membros das forças policiais e passaram a ter poder de decisão.
Foram criados em 2008, 22 núcleos do Conselho de Segurança Cidadã na região metropolitana de São Luís, incluindo Raposa, São José de Ribamar e Paço do Lumiar.
A participação popular fazia parte de todo o processo: da criação, acompanhamento dos núcleos, diagnóstico, planejamento e articulação das ações, os projetos e ações deveriam ser acompanhados, fiscalizados, criados ou até mesmo administrados pelos conselheiros, havia uma equipe de consultores do PNUD acompanhando todo o processo. Os Núcleos do COSEC tinham garantidos o suporte necessário para seu funcionamento, contando com formação continuada, móveis e equipamentos, vinculação direta com os CISEC`s – Centro Integrado de Segurança Cidadã e o Planos Locais de Segurança Cidadã, espaços de articulação da SESEC e canais diretos de comunicação com o COSEC.

O Conselho de Segurança Cidadã atuava em duas frentes, uma representada pela prevenção através de projetos de referencia e relevância social, da ocupação responsável dos espaços urbanos, da articulação com instituições, das parcerias, etc. a outra frente era representada pela repressão policial, exercida pelos membros das forças policiais, em especial o braço armado do COSEC, que era a "Patrulha do Bairro", polícia de proximidade treinada na cultura da paz para o trabalho com os comunitários.
O QUE ERA E O QUE FAZIA
O Conselho de Segurança Cidadã tinha o objetivo de diagnosticar e discutir problemas de segurança nas comunidades, buscando soluções e exercendo o controle social junto ao poder público, o que possibilitaria a prática de ações estratégicas preventivas na área de segurança. A comunidade dividiria a responsabilidade com as organizações policiais, satisfazendo, portanto, às demandas democráticas de participação dos cidadãos conjuntamente com o poder público nas questões que envolvem a defesa e a integridade da pessoa humana. O COSEC tinha competência em todo estado, subdividido em núcleos em regiões urbanas e rurais, na região metropolitana de São Luís os Núcleos foram distribuídos pelas circunscrições das Delegacias de Polícia Civil abrangidas pelos 4 (quatro) Centros Integrados de Segurança Cidadão - CISEC`s.
COMPOSIÇÃO
Os Núcleos do COSEC eram paritários, continham um máximo de 50% de integrantes do poder público e um mínimo de 50% de integrantes da Sociedade Civil Organizada, diferindo de representantes em cada localidade, da sociedade civil temos como possíveis integrantes, presidentes de associações de bairro, clube de mães, ONG`s, etc., como representantes do poder público temos, representantes das polícias (Polícia Militar, Polícia Civil e Bombeiros), PROCOM, DETRAN, Secretarias de Estado (Cultura, Lazer, Esporte, Trabalho, Mulher, Direitos Humanos, etc.), a portaria de Criação do COSEC, as peculiaridades locais, a organização do povo e suas necessidades eram o que definiam os membros que deveriam compor os Núcleos.

NÚMERO DE CONSELHEIROS POR NÚCLEOS
CISEC
Núcleos
Conselheiros
Total
SUL
16º DP
17
77
5º DP
21
10º DP
21
11º DP
19
NORTE
4º DP
17
109
6º DP
14
7º DP
21
9º DP
17
13º DP
23
14º DP
17
OESTE
1º DP
14
62
2º DP
18
3º DP
15
8º DP
15
ÁREA LESTE
12º DP
21
166
18º DP
21
19º DP
21
DEM
20
DECOP
22
DEL RAPOSA
17
DEL SÃO JOSÉ DE RIBAMAR
22
DEL DE PAÇO DO LUMIAR
22
TOTAL GERAL DE CONSELHEIROS
415
Fonte: Relatórios /SESEC/2008



domingo, 2 de maio de 2010

DEDO NA FERIDA

Em boa hora o ex-governador José Serra anunciou a ideia de criar um Ministério da Segurança Pública, voltado para o enfrentamento do crime e a reorganização do sistema de segurança no Brasil. Esse é um dos temas centrais para a agenda do país e o seu desenho institucional precisa ser colocado em discussão com seriedade e serenidade.

Tenho dito que a segurança tem sido o ponto cego das políticas públicas, por uma herança torta que fez com que o pensamento de esquerda associasse o tema à repressão política e o de direita à repressão criminal. Por conta disso a polícia raramente é tratada como uma instituição vital para a democracia e a segurança pública não mereceu a valorização, como no caso da saúde e educação, de formular sistemas integrados de gestão. Houve avanços, desde a criação do Programa Nacional de Segurança Pública, no governo Fernando Henrique, mais tarde ampliado pelo Pronasci, no governo Lula. Mas a indispensável participação da sociedade civil, na implementação, monitoramento e avaliação dos programas não se deu com a mesma intensidade com que vimos na saúde, educação ou meio ambiente, justamente as áreas onde a presença de ongs estimulou o debate e pressionou por avanços institucionais.

Aqui no Maranhão o assunto se presta a bravatas e exploração política, com a irresponsável cumplicidade de uma parte da mídia que explora o medo crescente da população. E esse medo deriva de uma percepção que é corroborada pelos números oficiais do crescimento da insegurança. Segundo o Mapa da Violência 2010, uma publicação reconhecida internacionalmente e que vem coletando dados desde 1998, o Nordeste viu, nos últimos dez anos, um incremento de 76,5% no número de homicídios, considerando a relação de vítimas para cada cem mil habitantes. O Estado que mais contribuiu para esse crescimento foi justamente o Maranhão, com 241,3% de aumento. Foi, infelizmente, o pior índice do Brasil. E qual o melhor? Justamente São Paulo, do governador Serra, que diminuiu em 50,3% os índices, graças a continuadas e responsáveis políticas públicas.

Naturalmente o crime organizado vem migrando para estados do Norte/Nordeste graças a fragilidade institucional. Somos, no Maranhão, a unidade da Federação que guarda a pior relação de habitantes por policial militar. São quase 800 habitantes por policial, quando a ONU recomenda que esse número seja de 250. E quando o estado formulou um embrião de política cidadã, aumentando o efetivo policial, construindo presídios, investindo em qualificação, foi atacado pelo mais rasteiro terrorismo midiático leviano e criminoso.

Mais grave, o atual governo voltou a clonar a requentada filosofia da repressão armada, desta feita sustentada pelo delírio mítico de um Maranhão bucólico onde, segundo a governadora, vamos todos poder arrancar as grades de nossas casas pois os bandidos serão escorraçados da nossa terra.

Essa é a filosofia predominante por aqui. Uma nostalgia de poder irrestrito, embalada por uma sociedade pastoril, pacífica e agradecida pelos esmeros com que a Casa Grande cuida da Senzala, entorpecida pela cantilena de uma mídia que vende ilusões.

O assunto é grave e o ex-governador José Serra pôs o dedo na ferida que nem todo o arsenal de marketing publicitário será capaz de ocultar do sofrido povo maranhense.

O deputado federal Roberto Rocha escreve para o Jornal Pequeno aos domingos.contato@robertorocha.com.br

Clique aqui para ver o original no Jornal Pequeno

Caros leitores, aproveitamos a oportunidade de postar mais este artigo do Presidente estadual do PSDB no Maranhão e Deputado Federal Roberto Rocha publicado no Jornal Pequeno este Domingo, o artigo aborda um tema polêmico, faz uma análise lúcida da política pública de segurança, destaca as origens do modelo que assegurou avanços no Brasil, dos perigos da exploração política da violência, da indispensável participação da sociedade civil e trata do embrião da política de segurança cidadã implantada pelo Governo Jackson Lago e que foi interrompido junto com ele. Agora pedimos que vocês avaliem se este é o caminho para a redução da violência, se a participação da sociedade civil é importante para a redução da violência, quais são os melhores meios para se combater e prevenir a violência, quem poderia colaborar (empresários, associações, clubes, órgãos, igrejas, Justiça, Ministério Público, escolas, etc.) e como poderiam fazer isto para que tenhamos a tão sonhada paz social.

Veja a postagem anterior sobre segurança cidadã, clique AQUI

sábado, 1 de maio de 2010

SEGURANÇA: CRIAÇÃO DA PRIMEIRA SECRETARIA DE SEGURANÇA CIDADÃ DO PAÍS

O Governo Jackson Lago, promoveu uma verdadeira revolução na política de segurança pública, criando a primeira Secretaria de Segurança Cidadã, foi também a primeira Secretaria de Segurança do País a ter uma mulher à frente da pasta, uma técnica especialista em segurança, a Dra. Eurídice Vidigal. Incluiu o Maranhão no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania - PRONASCI, diga-se de passagem que o Estado não se adequava aos pré-requisitos do programa por não estar entre Estados com maiores índices de criminalidade do pais, a adesão deu-se pela implantação do modelo de gestão que era recomendado pelo Governo Federal .

A Segurança Cidadã, modelo que foi aplicado no Maranhão, defende a formação para o exercício da cidadania, a cultura da paz, a integração e participação ativa da comunidade, a descentralização das decisões, ações locais, a municipalização, a criação de espaços urbanos seguros, o modelo é referência na América Latina, o Chile e Colômbia são os países com mais avanços na área, desta forma que Bogotá, Capital da Colômbia, entre os anos de 1994 e 2003 conseguiu reduzir as taxas de homicídio simples em mais de 70%, as mortes por acidente de trânsito em 65% e os demais delitos em mais de 35%. O Governo Federal adotou o modelo como referência, a Dra Eurídice Vidigal fez parte da equipe de técnicos responsável por trazê-lo para o País, atualmente vários Estados já estão avançados em sua implantação, são os casos de São Paulo e Rio de Janeiro, vale ressaltar que para a adesão ao PRONASCI é obrigatória a adequação a este formato.

O Maranhão avançou muito naquela gestão, foram investidos recursos para reaparelhamento e modernização das polícias, presos foram retirados das Delegacias de Polícia da Capital, Implantação do Disque-Denúncia, posse de 1.000 novos policiais militares aprovados em concurso, foram compradas novas viaturas e armamentos, o Sistema penitenciário foi ampliado com mais 500 vagas, ou seja, em apenas um ano e meio criou-se mais vagas que as administrações dos 9 (nove) anos anteriores, foi criado o Conselho de Segurança Cidadã espaço de participação da população, foram aprovados vários projetos de prevenção como o Mulheres da Paz e o Esporte sem Drogas, o setor de inteligência foi integrado ao banco de dados nacional e recebeu os mais modernos equipamentos de vigilância, foram implantados programas de valorização do policial como a bolsa formação e financiamento especial pelo Programa Nacional de Habitação, foi implantado o “Patrulha do Bairro”, polícia de proximidade que era o braço armado do Conselho de Segurança Cidadã, etc.
Por conta destes avanços que o Maranhão foi avaliado positivamente em matérias do Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento, tornou-se referencia em modelo de participação popular e apresentou uma curva decrescente nos índices de criminalidade.

texto atualizado em 2/05/2010 às 15:40h